quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Parede

Vejo cheiro fétido.
A parede está descascando e o mofo insiste em permanecer ali.
Começou numa parte pequena, num canto próximo da entrada do banheiro, depois, começou a andar. Percorrendo a parede toda...
O mofo parece que tem pernas. Caminha lentamente. Muitas vezes sem a gente perceber.
Esse lado direito tomou grandes proporções, e em alguns pontos está mais escuro, noutros, a pintura trincou, rachou.
Cada vez que você passa perto e encosta na parede, ela descasca mais um pouco.
A pintura, de amarela está marrom, e deu lugar alguns pontos negros.
Sabe quando você fica olhando as nuvens e seus formatos? Bichos, objetos? Então, é assim que começo a enxergar a minha parede, que era amarela e se tornou marrom. Muito marrom.
A imagem parece levitar.
Você percebe que pingos de água tomaram conta do chão da parece.
Uma fumaça cinzenta exala dela, seus olhos parecem dançar na frente das duas cores, marrom, amarelo.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

INVEJA!!

Fiz um caminho alternativo hoje.
Um caminho que é relaxante, porque passo
por vários pontos onde tem muitas árvores.
E por conta também da greve do metrô.
Está um puta trânsito.

Pensando, pensando, talvez na ida até
a Freguesia do Ó, Água Branca(piso)...
resolver umas pendengas.
Ôhhhh que inveja, muita inveja,
de algumas pessoas, várias delas...

segunda-feira, 14 de maio de 2012



Minhas mães!!
Uma pariu,
Outra,  curti.
 
 
São minhas Mães!
Amo vocês!!
Viver sem vocês?
Nem pensar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Coisas de Janeiro e... Abril

Já falei prá vocês que o que me move são meus amigos e minha família??
Já falei também que família é foda?
Que amigo é do caralho?
Eu já falei um monte de coisas ao longo desses anos...
Ao longo desses trinta e poucos anos que nos conhecemos.
Alguns, vinte e poucos.
Mas esse tempo é muito longo.
Falando de amigos?
É tempo prá porra.
Fico tão feliz.
E tão triste.
Angustiada.
Extasiada.
Querendo abraçar.
Mandar se fuder.
Nem faço uma coisa.
E nem outra.
Muitas vezes não faço nada.
Mas gosto de escrever.
E quando escrevo me liberto.
Não sou boa nas palavras faladas.
Muito menos nas explicações disso tudo.
rsrsrsrsrsrs
05/01/12
....
Só sei dizer que Amo Vocês.
24/04/12

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Abril, Saudades!


Quero ver Abril passar.

..lembrança...



Quantas geladeiras haviam na casa n˚707?

7. Sete!

Tantas, né?

Quando ia lá, Eu abria todas elas.

Comia?

Só olhava.

Mas abria todas elas, todas as vezes.

Cômodos, muitos.

30anos atrás.

Eu ajudava na faxina.

Amava isso.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A CASA DE BERNARDA ALBA

23/24/25 de março, 2012 – FUNARTE
Gênero: Drama
A Casa de Bernarda Alba, ou “O drama das mulheres dos povos do mundo” é um dos mais conhecidos e encenados textos de Lorca; compõe, ao lado de Bodas de Sangre e Yerma, uma trilogia que revela um cenário desalentador dos costumes até hoje ainda presentes. Preconceito, vingança, fanatismo, machismo, tirania materna e padecimentos femininos denunciam o esclerosamento social. Bernarda Alba possui uma atmosfera densa e repressora, revela muitos aspectos da personalidade feminina. Fala da saga de uma mulher, Bernarda, que na mortificação da viuvez leva consigo as filhas. É uma obra de terrível austeridade, possuída por uma grande tensão.
Texto: Federico Garcia Lorca. Adaptação: Marcus Mota. Direção: Luiz Domingues. Elenco: Thais Pimentel, Dora Nascimento, Luciana Beijar, Thayara Cristine, Mariana Novaes, Mayara Brasil, Bárbara Soares, Cleusa Nascimento, Ana Paula Almeida, Jane Freitas e Alessandra Leíte (Grupo Entre Aspas de Teatro)
Estreia dia 23 de Março (sexta)
Até 25 de Março, Sexta e sábado às 21h; domingo às 19h
Funarte São Paulo (101 lugares)
Al. Nothmann, 1058 (Campos Elíseos) 
Tel: (11) 3662-5177
Duração: 90 minutos. Classificação: Aconselhável, a partir de 14 anos
Preço na Bilheteria: R$ 5,00


terça-feira, 13 de março de 2012

(re)lendo

Reler é muito doido e gostoso.
você quer mudar tudo.
Mas já é passado.
O valor não é o mesmo.
Aquele momento tinha um significado.
Agora?
Ele não é nada.
Passou.
Então,
não reescreva.
escreva apenas.
"Laissez faire et laissez passer"


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Orgulho de mim!!

Leitura Dramática no: http://ciadeteatroencena.blogspot.com/
Dia 29/01/12, "Os Sete Gatinhos", de Nelson Rodrigues e direção da Maira Galvão.


o    “Maira?? obrigada, viu. Você realmente não tem noção do tanto que me fez bem esta leitura. De verdade. Obrigada mesmo. Amei tua diração. Nem sei qual teus anseios p/2012, mas se for dirigir, vá em frente, porque gostei. Vc tem a pegada na medida. Bom, nem tô rasgando ceda porque não é do meu feitio fazer elogio de bobeira. To falando porque senti mesmo que fez a diferença com todos nós. E olha que havian pessoas tarinbadas e vc botÔ, BOTÔ mesmo a moçada no chinelo... é o que senti...tipo "cala a boa que é assim", e eu adoro isso, pessoas com personalidade, com vontade, e isso faz toda diferença numa direção, pelo menos, para mim, faz. OBRIGADA...ahhh, vc me fez sair de dentro de mim, e isso, foi fodaaaaaaaaaa..bjss. Dora.”

o    “Vc foi brilhante Dora como atriz. Como amiga e parceira de produção foi uma dádiva,tenho agora vcs como minhas amigas e estamos juntas.Realmente eu senti algo muito forte na direção,nunca pensei que isso aconteceria,também acho que houve momento que eu fiz um "cala a boca que é assim" meeeesmo,porque se a imagem está na minha cabeça,preciso traduzí-la para o palco através dos atores,para isso eu tenho de saber o que eu quero.Porém,adorei ver muito mais do que eu imaginava na Gorda,levei um susto nos ensaios,tive medo que fosse só num ensaio aquele deslumbre todo,mas não...vc realmente chegou no âmago da D.Aracy.Foi Deus,e agora é agradecer à Ele. Maira Galvão.”









J A N E I R O

Janeiro passou.

Foi férias.

Mas os pensamentos estão aí.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

LIVRO - Lançamento - FESTIVAL DE POESIAS

 

Oiiii!! Tudo bem?
Esta chamada é mais "in", então, venha!!!

Vão publicar nosso livro contendo nossas poesias.
Não é demais isso?!
To muito feliz.

Que livro é esse?
Participamos de um festival de poesias em 2010.
Ocorreu na Biblioteca Marcos Rey, bairro Umarizal, região do Campo Limpo, São Paulo.
O Binho(Sarau do Binho) comandou junto com o pessoal da Biblioteca.
Houve votação pela internet das nossas poesias.
Neste livro, além da poesia que eu inscrevi na época, tem muitas outras minhas,
E dos/das colegas que também tiveram sua colocação no festival.

Então, quero convidar vocês a estarem conosco no lançamento
do livro FESTIVAL DE POESIAS,
Dia 29/10/11, às 13h30, Av. Anacê, 92 – Jd.Umarizal /Campo Limpo/SP.
Os textos são dos 5primeiros colocados/as no festival:
Piancó Ferreira
Priscila Preta
Dora Nascimento
Ana Garcia
Cibelle Santos

Beijos.
Dora
(in = perto, comigo, sabendo)


Mora ao Lado

O que você entende quando fala a palavra família?
            Família para mim é pai, mãe, irmãos.
            Isso é no que pensamos primeiro. Bom, alguns pensam.
            Aqueles que têm ou teve família em algum momento na vida.
            Ao longo da sua vida, família também pode ser com quem você viveu, conviveu.

            Lembra quando você foi deixada na casa da sua tia porque sua mãe tinha que trabalhar? Sua mãe vinha prá casa só nos finais de semana. Sua Tia tinha marido. Ela trabalhava em casa. O marido da sua Tia era metalúrgico. Os filhos da sua Tia estudavam numa escola próxima. E você? Bom, você. Você era a prima. Mas a sua família, naquelas semanas, naqueles dias, momentos, eram seus primos, tios. No final de semana, sexta-feira a noite, tua Mãe te pegava, em todos os sentidos que a palavra pode significar. Pegar: segurar, amparar, agarrar, prender, encobrir, abocanhar. Isso, até sem saber, sua Mãe fazia. Tentava suprir a segunda, a terça, a quarta, até a sexta, que não te via, que não sentia, que não abraçava. Que não entendia.
            A prima, você, era alguém ali? Bom, naquele momento era. Ou não.
            A referência familiar diz (pesquisar) vem de berço. Você é com quem você vive. Os dias e noites são aqueles com que passam contigo e você com eles.
            E o Pai? Nossa, cadê o Pai. Não tem. Ela não tinha Pai. Seu registro de nascimento constava apenas o nome da Mãe. Mas, espera aí? Como alguém nasce só da Mãe. Você é uma filha da Mãe? Sim, eu sou. (amei esta parte ao reler...dei muita risada)
            Você se identificou? Viveu assim? Conheceu alguém?
            E aqueles dois garotos que estudavam com você? Com quem? Comigo ou com meus primos? A Escola era a mesma. Classes diferentes.    Posso dizer que estudavam com vocês. Estar junto pode significar no mesmo ambiente.
            Os meninos eram gêmeos. Papai, mamãe sempre presente. Ora um ora outro, iam às reuniões bimestrais. Muito presentes.
            Estar presente, estando nas reuniões, jantando juntos, fazendo festas de aniversários, pagando contas de uniformes, visitando a vovó, comendo algodão doce no parque.
            E vizinhos? Presentes também. Tinha aquele cara, como era o nome dele? Não me lembro. Cuidava dos meninos quando papai e mamãe não estava em casa, quando os meninos voltavam da escola. Nossa, os meninos eram danados. Deveriam ter uns 8anos.
            A peraltice vem de berço? O estranho era que os meninos, as vezes, tão peraltas, um deles, de vez em quando, nas aulas, era tão distante. A professora achava estranha, mas...
            Professoras acham que criança assim não tem problemas. Cuidadas. Com atenção familiar. Pais presentes. Já disse isso.  E a professora continuava achando estranho aqueles comportamentos. Então, vamos comentar com outros professores? Falar com a Diretora? Com os Pais? Mas antes, deixa me certificar o que está havendo. Analisar em separado. Um deles, em certos dias, qual dia da semana era? Puxa, preciso saber qual dia é. Ele fica quieto. Fica calado. Não joga papel em ninguém. Faz a lição. Cutucar alguém, nem pensar. Será que estou ficando louca em achar coisas aonde não existem. Devo estar vendo coisas onde não existem. Mas sei quais problemas podem ou poderiam ter com crianças nessa idade. Imagino algumas situações. Eu estudei, li, assisti. Vou continuar minha análise antes de emitir qualquer opinião. Maldosa.
            Criança peralta fica calada. Quieta em dado momento. Viaja em seus pensamentos que nem elas sabem quais são.
            Será que o vizinho? Meu Deus. Você acredita em Deus? Modo de dizer. Chamamento automático.
            É!
            O vizinho. Aquele que cuidava muito de vez em quando. Era ele. Papai, mamãe, vocês não perceberam nada.
            A família é o berço de tudo.”!!!
Escritos de 2008.

sábado, 15 de outubro de 2011

Regue seus Livros


Quero aprender todo dia
Não sei de nada
E nunca saberei
Só um pouco
A cada dia
E que o dia nunca acabe.

Homenagem ao dia dos Professores e Professoras desse Brasil, 15/10/2011.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CAMUFLAGEM



To sentindo uma agonia
Uma alegria
Também apreensão
Sem entender

Como as pessoas podem ser tão educadas
Meigas
Solícitas
Atenciosas
Inúmeras são as pessoas que encontramos assim
No nosso dia-a-dia

Por outro lado
Tem aquelas
Digamos
Malvadas
Maquiavélicas (coitado do Maquiavel se soubesse o que o nome dele iria significar ao longo do tempo)
Engendradoras
Manipuladoras
Usurpadoras
Cheias de tramóias
Com intenção
E sem ela

Muitos têm
A boa intenção
Outros,
Nem sabe o que é
Agem de má fé

Parece aquela lenda
Lobo em pele de cordeiro
Puramente uma capa

E é assim a vida...
 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Teatro na Cozinha

Encontro
Sem afoitismos
Desesperos
Sem nada
Mas com tudo
Dentro
Do tempo
Do nosso tempo
Sem exageros
E com muitos
Exageros
É prá isso que to aqui
.;;;;;;;parada.....;;;;;;;;;;;
Marisa Monte, 
Vilarejo. (ouvi muitas vezes,
até terminar de escrever este texto).
.;;;;;;;parada.....;;;;;;;;;;;
Sabe, eu não quero nada
Mas quero tudo isso
Que acontece
Nessa sintonia
Na pegada
Levada
Toada
Sem falar as vezes, emudecer
Mas ouvindo
Com muito amor
E as vezes nem ouço
Mas vou no compasso
.;;;;;;;parada.....;;;;;;;;;;;
Quero muito tudo pronto
Mas,
Este mas, me pega sempre
Me faz pensar
Refletir
E ai
Penso que para continuar
Devemos
Ser sensíveis
Perceber
A sutileza
Leveza
Do que é o
BELO.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

TEATRO NA COZINHA

De peito aberto, escancarado... (tb = também; vc(s) = você(s); face = facebook; td = tudo)

Sei lá, fiquei aqui agora ouvindo “pena branca e xavantinho” que uma amiga postou no Face...

Daí pensando, elucubrando, queria falar com vocês... falar comigo mesma...

Meu, a vida da gente, é uma delícia, é uma loucura, “elogio à loucura”, é um livro bom prá porra.
E sou  louca
E não quero perder esta minha loucura.

Mas tb penso que deveria ser, ter mais...
Indignação
Ser mais indignada
Revoltada com essa vida louca que a gente leva

Olha isso, quero ser louca, porém não quero ser.
Quero harmonia
Mas as vezes detesto a harmonia
A coisa certa
Ajeitadinha

Quero vcs comigo aqui e agora
Porém, as vezes
Quero que tudo vá para a puta que o pariu

E amoo td isso
Amo mesmo
Mas as vezes
Quero que tudo vá as favas
Não quero nada

E o bom de td isso
É poder
Falar
E as vezes não falar merda nenhuma
(esse momento é minha reclusão)

As vezes falo por aqui
Por email
Talvez seja
Minha forma de se expressar
A  minha melhor forma
A que encontrei

Por outro lado
Penso
No tempo que tenho
De vida
Nem sei...

É assim que a coisa é
É nada as vezes
E muitass vezes
É tudooo

E pode ser também
Que agora
Nem seja tudo isso
Mas é
Puro e simplesmente
O sentimento

E td isso que falo
É prá mim
Prá minha vida
Prá vocês
Mas pode ser
E é
Pra quem quiser ouvir

E se não quiser me ouvir
Tá bom também
E não é ser minimalista
Puramente externar
Sentimento
Pensamento
Sempre
Vivos.


Posso mudar de ideia
Daqui a
Segundos...

.......,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,;;;;;;;;;;;...........parada.........,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,;;;;;;;;;;;;

Tudo isso é uma grande terapia
E ninguém tem que ouvir
Muito menos concordar
E discordar?
A todo momento
Porque tá aí
A vivência
Nossos encontros
As falas

Minha passagem nessa vida
Tem que ter algo
Mas jamais me prender
A isso

Amanhã é um outro dia
E o dia
Pode nunca chegar

Por isso
Agora
Digo
Que
Te
Amo
VIDA.